
Em seu novo disco, Quinto (o número 5 de sua discografia), lançado pelo selo baiano Páginas do Mar, com distribuição da Tratore, o músico paulista Marcelo Quintanilha vem diferente, disposto a mostrar novidades. "Quero quebrar as expectativas nesse quinto disco. As pessoas têm uma opinião formada sobre mim: o Quintanilha que toca MPB, samba, banquinho e violão. Não quero me acomodar numa imagem consolidada", decreta Quinta, como hoje é conhecido.
A MPB moderna continua sendo o Norte do músico, agora com o tempero do produtor musical Serginho Resende. Para atender ao pedido de Quintanilha, que buscava uma sonoridade mais rebelde, uma atitude mais forte, o produtor trocou o violão pela guitarra. Quinta não negou fogo. “Criamos arranjos mais ásperos, como no rock'n'roll, elaborando e valorizando suas letras inteligentes", diz Sergio Resende.
O repertório é autoral, com exceção de O Tempo Não Pára (Cazuza e Arnaldo Brandão) e de Porta-Estandarte (Geraldo Vandré e Fernando Luna). “As 12 composições falam sobre temas que estavam me incomodando: o ser humano, a sociedade moderna, a relação dela com o meio ambiente, o tempo. Falo como um cidadão preocupado, que não agüenta mais ver as pessoas jogando a sujeira debaixo do tapete.”
