O ano de 2008, segundo o consenso de historiadores, marca os 50 anos do início “oficial” da bossa nova, levado a efeito nos estúdios da Odeon, no Rio de Janeiro, e concretizado no disco em 78 rpm “Chega de Saudade”, onde João Gilberto interpreta de maneira peculiar a agora composição clássica de Tom Jobim e Vinícius de Morais.
Na verdade, ninguém sabe precisar, até hoje, aonde e como a bossa nova começou, quem foram todos os seus precursores ou inventores, e isso parece um tema que invoca uma discussão que parece que nunca vai ter fim. No entanto, é possível se admitir que a bossa nova foi se cristalizando naquilo que a gente conhece dela hoje, através do esforço coletivo de um monte de compositores e músicos, alguns dos quais, diga-se passagem, estão há tempos no esquecimento cultural que é típico deste país sem memória e que teriam merecido o seu justo lugar na importância histórica deste movimento.
Leia no Webinsider o artigo de Paulo Roberto Elias sobre remasterização e restauração de fonogramas.
Segundo ele, a recuperação de fonogramas ocorre em duas etapas: na primeira, as fitas analógicas matrizes (chamadas de “madres” ou “masters”) são colocadas, de preferência, em tape decks originais ou compatíveis, corretamente alinhadas (existe, normalmente, um som guia, na própria fita, para fazer isso), e aí transferidas para mídia digital.
Este processo é chamado de remasterização. Em casos onde a fita master está com a sua integridade física comprometida, ainda assim é possível “cozinhar” a fita numa estufa em torno de 60 ºC, e depois reproduzi-la imediatamente. O processo de aquecimento provavelmente resultará na perda total do conteúdo depois disso, portanto ele é normalmente feito por técnicos especializados em restauração.
Na etapa seguinte, são feitos ajustes, através de filtros criteriosamente aplicados, e se necessário for, por algum tipo de remixagem (por exemplo, de 4 canais para 2), ou equalização.
